Caminhoneiro retrô
Caminhoneiro retrô: o olhar que guarda a estrada
O caminhão vermelho com a cabine quadrada, pintura desbotada pelo sol e um pequeno farol que brilha como um olho experiente, está parado na ladeira da rodovia. Seu motor, que ronca como um velho amigo, ainda lembra das estradas de terra de décadas atrás, quando o “rei da estrada” era mais do que um título — era um modo de vida.
O caminhoneiro, com barba grisalha e camisa de flanela azul, limpa a parabrisas com um pano velho. Ele olha para o horizonte, onde o sol se põe em tons de laranja, e lembra das noites acampadas ao lado do veículo, com um fogo pequeno e um café quente. Hoje, os caminhões novos são mais rápidos e tecnológicos, mas nenhum tem a alma do seu retrô: cada arranhão na pintura conta uma história de cargas entregues, de chuva que batia forte e de amigos encontrados em postos de gasolina.
Ele sobe na cabine, aciona o motor e o som profundo ecoa pela região. A estrada ainda espera por ele — e o caminhoneiro retrô, com seu velho compasso de rodas, está pronto para continuar escrevendo histórias que o tempo não apagará.
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